29 de agosto de 2012

Serie Casamentos - Italiano

Buongiorno, come stai?

Um povo alegre, feliz e gosta muito de música, qualquer semelhança com os brasileiros não é mera
conhecidência . Vamos falar hoje de um típico e farto ... 





Esse é mais um casamento que você também poderá realizar, mesmo que não more na Itália, aliás - o meu casamento foi assim. Bom, igual ... igual ...não né, mas a festa foi pensada para ter essa magia italiana. Tenho alguns glóbulos sanguíneos italianos, e sempre quis um casamento assim... hehe  !!!!

Na Itália, as cerimônias de casamento geralmente acontecem de manhã, de preferência em um domingo. Como italiano é supersticioso, eles fogem da oportunidade de se casar ou mesmo viajar em lua de mel na sexta ou terça-feira. Isso dá azar!

As opções de casamento na Itália são infinitas. Podendo ser em um castelo nas montanhas da Toscana, passando por palácios e até vinhedos. 




 Tradicionalmente noivas e noivos vão para a capela, a pé. Em algumas aldeias, os moradores montam alguns obstáculos simbólicos pelo caminho, fazendo alusão a vida como casados.

A religião adotada pela maioria dos italianos é a Católica, portanto as cerimônias de casamento são bem parecidas com as realizadas em igrejas católicas daqui do Brasil.
Porém nada impede dos casais realizarem um ritual bem típico por lá, a cerimônia da luz ou das velas. 


Para celebrar a cerimônia da luz são necessárias duas velas pequenas ou mais finas que representam os noivos, e outra mais grossa que simboliza a nova vida em comum. No ritual, os noivos acendem as suas velas primeiras e, com estas, acendem ao mesmo tempo a vela maior (símbolo da união).
Podem existir algumas variações:
·                Acender as velas pequenas durante a cerimônia ou tê-las acendidas desde o começo do casamento.
·         Em vez de serem os noivos a acenderem as velas, podem ser o pai da noiva e a mãe do noivo a acendê-las, dando-as depois aos noivos.
·               Apagar as velas pequenas assim que se acenda a grande ou deixá-las acesas para dar a entender que, apesar de agora estarem em unidade, os noivos continuam a ser indivíduos independentes e com personalidade própria dentro dessa união.
·                A cerimônia pode realizar-se acompanhada de música ou da leitura de um poema ou texto.

Após a cerimônia de casamento, o casal quebra um copo ou vaso. O número de pedacinhos de vidro no chão representa a quantidade de anos que serão felizes no casamento.
Como a noiva italiana é sempre muito discreta, apesar de falarem alto e com as mãos, elas preferem maquiagem leve e vestidos mais simples.
Pode ser um vestido branco, não necessariamente de noiva e um véu, e a noiva está pronta.


Mas, existem as exceções né? Tipo, eu !!!
Seguindo a tradição, o noivo leva no bolso um pequeno objeto de ferro. Para quê? Para afastar os maus espíritos.

Mama mia, como esse povo come hein! Comemoração é com eles mesmos, e se você ainda não foi convidado para uma festa italiana, prepare-se , aqui a animação não tem hora para acabar.
Na festa não pode faltar um leitão assado ou cordeiro acompanhado de wanda - laços de massa frita mergulhada em açúcar em pó. Mulheres tomam um gole de vinho -  (Marsala), já os homens consomem uma versão muito mais forte -  a grappa.


A comida é considerada o item mais importante nas celebrações italianas: pães, vinhos, queijos, massas, carnes, frutas e tudo o que os noivos desejarem servir, ou seja, não tem esse negócio de comida para ver ... é para comer mesmo ... e muito !!!
Confetes de chocolate e amêndoas cobertas de açúcar representam o doce da vida e são servidos em forma de lembrancinhas. 

A música também não pode faltar. Elas são mais alegres e dançantes como a famosa tarantela.
Aliás, se você for convidado para ir a casamento italiano legítimo, se sentirá em um verdadeiro comercial de macarrão. Além da Tarantela e de outras musicas tradicionais italianas, as massas não poderão faltar !!!

Gostaram? 
Eu amei !!!
Me digam o que acharam ...
Bjinhuss e Ciao !!!


Fonte:
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27 de agosto de 2012

Serie Casamentos - Muçulmano

Assalamu alaikum, tudo bem? 

Hoje um casamento que se assemelha um pouco com o o indiano, mas as regras e tradições são mais fortes e presentes nos dias de hoje.

Enquanto o casamento indiano, que falei aqui, tem seus preceitos baseados na religião hindu, este casamento é totalmente enraizado na cultura islâmica.
Vamos conhecer um pouco mais de um ...


(Casamento Muçulmano) 


O Islamismo é uma religião que acredita no Alcorão, espécie de bíblia que contém apenas o antigo testamento dos católicos, como a palavra literal de Deus ou Alá, como os muçulmanos, os seguidores do islamismo, preferem chamar. Para os adeptos dessa religião, apenas o islã é o modo correto e universal de uma fé que foi passada pelos seus profetas, como Moisés, Abraão e Jesus.

Uma das práticas mais tradicionais do Islamismo é o casamento, sendo necessário para realizá-lo: duas testemunhas, o procurador da noiva ou seu responsável, o consentimento dos noivos e o acerto do dote, que é visto como um voto de sinceridade do noivo para a noiva. Entre os muçulmanos é sempre a família do noivo que procura a família da noiva, normalmente ela é escolhida pela sua classe social e poder econômico


Durante uma cerimônia islâmica são recitados versículos do Alcorão, todos eles proferidos pelo Sheik que coordena o evento. As palavras desse tipo de sacerdote são de principalmente incentivo, importância e o benefício de um casamento, tanto para o homem quanto para a mulher. Após os versos do Sheikh, o pai entrega a filha ao noivo, proferindo a seguinte frase: “Caso-te com minha filha, de acordo com os preceitos do Alcorão e da tradição do Mensageiro de Allah”, e em seguida o futuro marido responde: “Aceito e estou de acordo com o dote combinado”.

Diferente da tradição católica, o noivo não precisa, necessariamente, entregar uma aliança para a noiva, ele pode oferecer uma jóia ou algum objeto de valor, algo que varia de acordo com a cultura de cada povo, lembrando que o islamismo está presente em vários países. Outra diferença do casamento islâmico para o católico é a não necessidade trajes brancos por parte da noiva, o uso de músicas, danças e cores extravagantes. É preciso lembrar que os presentes trocados entre as famílias, tanto do noivo quanto da noiva, são feitos antes e depois da cerimônia.


Após a cerimônia deve-se oferecer um banquete (walimah) aos convidados com qualquer tipo de comida. É de a boa educação aceitar o convite para o "walimah".  Se a festa de casamento for separada, é permitido com que as mulheres se reúnam para cantar e dançar juntas.

CURIOSIDADES 

  • O Islamismo é a única grande religião mundial que surgiu após o nascimento de Jesus Cristo.
  • A decapitação é a pena oficial decretada por Maomé e ainda aplicada a qualquer muçulmano que se converta a outra religião.
  • Na cultura islâmica é ilegal beijar um desconhecido. 
  • Nas cidades árabes de Jeda e Riad existem duas estradas: uma para os muçulmanos e outra para os “infiéis”. Se um muçulmano estiver acompanhado por um “infiel”, é pedido a eles que usem a estrada para infiéis.
  • Caso a mulher tenha duas testemunhas do adultério do marido, ela pode pedir ao xeique a anulação do casamento.
  • Normalmente, o casamento muçulmano é feito na residência ou num salão de festas, sendo realizado pelo chefe da mesquita. Os muçulmanos podem, eventualmente, casar-se na mesquita, mas as festas são proibidas.
  • Iraque e na Síria são os únicos países que ainda não é permitido o uso da internet. 

E claro, mais um vídeo de um legítimo casamento islâmico: 



Gostaram? 

Saiba mais acessando esse arquivo em áudio sobre o Casamento na Cultura Islâmica, clique aqui

Eu reconheço que fiquei meio perdida sobre as diferenças entre o casamento indiano e o muçulmano.
Como fiz pesquisas por cima do assunto, não sou nenhuma especialista. 
Caso tenha alguém que entenda, por favor, comente aqui em baixo se há alguma coisa errada ou que queria acrescentar algo. 
Se contar alguma informação errada, esta será atualizada imediatamente. 

Amanhã tem mais !!

Assalamu alaikum (Que a paz esteja com vocês) 

Fontes:



24 de agosto de 2012

Serie Casamentos - Japonês

Ohayo (Bom Dia), tudo bem? 

Esse é um Casamentos com mais rituais que eu já vi na minha vida. Tive a oportunidade de ir em muitos deles. É lindo, mas é super longo e um pouco cansativo para quem está acostumado com os casamentos brasileiros.
Portanto,  se prepare ... esse post vai ser longo ... hehe !!!



O casamento japonês tradicional caracteriza-se pelo ritual sereno e colorido e por diversas etapas e preceitos específico e rigorosamente respeitados. Alguns casais usam os trajes típicos orientais (os kimonos), outros usam os vestidos de noivas e smoking's que conhecemos por aqui, e ainda existem os casais mais modernos que querem dar uma cara mais ocidental ao casamento, mas sem deixar as tradições da família de lado, assim acabam usando os dois trajes em momentos diferentes.


A cerimônia propriamente dita pode seguir preceitos religiosos diversos (budista, xintoísta e mesmo católico) e, sendo budista, terá lugar num templo próprio para o efeito. O xintoísmo, o mais comum no Japão, prevê a realização da cerimônia num templo ou em casa. Neste último caso, o casal usa kimonos de seda (branco para ela e preto para ele), bem como as convidadas: as mais jovens usam cores fortes e alegres e as mais idosas optam por cores mais escuras e sóbrias. A noiva é toda pintada de branco e, juntamente com o kimono, os chinelos próprios e as meias brancas, usa uma peruca enfeitada com ouro, flores e pérolas - simbolizando boa sorte.
Enquanto se trocam os votos entre os noivos, as duas famílias permanecem a olhar-se de frente e, numa fase posterior, todos se dirigem ao templo, a fim de fazerem uma oferta aos deuses.



CERIMÔNIA XINTOÍSTA

A cerimônia é realizada por um oficiante e duas auxiliares, chamadas de Mikô.
Tudo se inicia com uma rica oferenda, símbolo de gratidão a Deus que são o arroz, saquê, verduras, legumes e frutas são depositadas em um  altar enfeitado com velas e flores.
Água e sal são utilizados como símbolos de purificação.



Terminado o ritual das oferendas,  oficiante dirige-se a Deus falando sobre a cerimônia de casamento, que, para o xintoísmo, não é apenas a união de duas pessoas, mas de duas famílias.
É nesse contexto que se segue a troca de taças pelos noivos.
São três taças de sakê, chamadas de miki.
A primeira representa o juramento perante Deus.
A segunda, a gratidão dos noivos aos pais.
A terceira, aos parentes.



Trocadas as taças, o oficiante conduz o juramento dos noivos.
Segue-se, então, a consagração de tamagushi, pequeno ramo de árvore com folhas verdes que representa o respeito e a união com Deus.
Cada um dos noivos recebe da mikô seu tamagushi, que será consagrado numa bandeja chamada sambô.
Os padrinhos dos noivos também recebem os ramos, oferecidos com sinceros votos de que todos recebam a luz divina.



Após esse ritual de consagração, os noivos trocam alianças.
Como encerramento da cerimônia xintoísta, segue-se outra troca de taças, esta entre os noivos, seus pais e os padrinhos do casamento, simbolizando a união entre as famílias.
Segue-se o ritual do sakê, finalizando com a oficialização do matrimônio.

RECEPÇÃO

Para a recepção os convidados são recebidos em um local muito bem decorado e com um ar mais alegre e convidativo. Predominam as cores vermelho e branco na decoração (e também na comida) e as mesas possuem lugares marcados.



Durante a recepção do casamento, os noivos sentam-se numa mesa um pouco mais elevada que as dos restantes convidados. Hoje em dia, durante a recepção os convidados dançam, cantam karaokê, convivem, tal como nos casamentos ocidentais.



Faz-se um brinde aos noivos, e de seguida, o casal troca de roupa, vestindo os trajes ocidentais – vestido de noiva e smoking de noivo.

Após horas a festa chega ao fim, os noivos fazem um discurso e agradecem a presença dos convidados. Em seguida, partem para a  lua-de-mel.






Os três vestidos usados pela noiva 
CURIOSIDADES
  • Os álbuns de casamento são três a quatro vezes mais volumosos do que um álbum de fotografias de um ocidental.
  • Assim como no Brasil, a lista de convidados pode varias de 20 a 300 pessoas, quanto mais pessoas, mais dinheiro a família possui.
  • Os convites jamais são extensivos aos parentes. É muito comum apenas um dos membros da família ser incluído. Amigos do sexo oposto dificilmente participam. Não é de bom tom para a noiva, por exemplo, convidar um amigo de faculdade.
  • Não há nenhuma relação entre a união civil e a religiosa. Assim é possível, por exemplo, apenas fazer a celebração com o sacerdote e uma festa sem, aos olhos da Justiça, estar realmente casado. O processo legal é rápido e gratuito. Exige-se somente que os noivos japoneses tenham no mínimo 20 anos e preencham um formulário para informar a união. Mais simples, impossível.
  • Complicado mesmo é conseguir vestir a noiva. A preparação exige a ajuda de pelo menos três assistentes. Pesado, o quimono fica completamente amarrado ao corpo e impede qualquer movimento mais ousado. O objetivo da maquiagem é deixar a pele bem branca. O cabelo é substituído por uma peruca, com muitos arranjos. Por cima coloca-se o tsuno kakushi, uma espécie de capuz, que representa a obediência da mulher ao marido. O noivo veste um quimono preto, com o brasão da família. No lugar do sapato, um chinelo tradicional japonês, com meias brancas.
  • Os noivos chegam a trocar de roupa durante a festa por pelo menos 4 vezes. As noivas japonesas usam inúmeros trajes e a cada troca, muda também o penteado e a maquiagem. Acredita-se que as trocas servem para enfatizar a beleza da mulher. E quanto mais quimonos e vestidos diferentes, mais ricas são as famílias.
  • O costume japonês ao presentear os jovem casal, é dar dinheiro, guardado num discreto envelope especial para casamento e que pode ser comprado em qualquer papelaria.
E mais um vídeo para vocês: 



Gostaram? 
A semana acabou, mas semana que vem tem muito mais casamentos diferentes. 
Perdeu algum casamento desta semana? É só procurar pela TAG Serie Casamentos aqui na barra lateral, ou então na busca, certim?
Se você quer ver algum casamento diferente e que ainda não pareceu por aqui, me avise nos comentários. 
Um ótimo final de semana para vocês !!!
Bejuuu 



Fontes: 
Textos
Vídeos
Fotos
Pesquisa Web





23 de agosto de 2012

Serie Casamentos - Russo

добрый день (Boa Tarde) ... demorei mas cheguei com mais um casamentos diferente.



Uma das mais interessantes e originais são as tradições do casamento russo. Segundo a tradição russa, a melhor época do ano para um casamento é sempre no outono, pois esse é o momento em que a colheita é feita em preparação para um longo inverno.
Atualmente os casamentos na Rússia recorrem aos rituais de casamento da Rússia antiga, mas agora eles são um pouco diferentes, pois adquiriram os retoques da modernidade. Os casamentos russos geralmente duram dois dias, mas muitas vezes o segundo dia do casamento dura somente a metade do dia. Em algumas regiões a festa pode chegar a duas semanas de comemoração.
Na primeira manhã do dia do casamento a noiva e o noivo recebem a bênção de seus pais separadamente cada um na sua casa. Além disso, é o noivo que deve cuidar da retirada do buquê da noiva, pois dará de presente ao fim do “resgate”. Hoje em dia a noiva somente escolhe ou dá orientação para seu noivo sobre o buquê que deseja receber.

Com alguns dias de antecedência o noivo faz a encomenda e no dia do casamento somente resta ir buscar ele pronto. Antes que o noivo começa sua viagem para a casa da noiva para buscá-la, os convidados decoram os carros e as madrinhas se preparam para o ritual de “resgate da noiva” ("выкуп невесты").




Antigamente, o noivo e seus amigos deveriam demonstrar para os pais e parentes da noiva que ele merece se casar com ela demonstrando sua força, inteligência e pagando um determinado valor de resgate. Mas hoje em dia o resgate da noiva se tornou uma brincadeira, onde o dinheiro muitas vezes desempenha um papel simbólico ou pode ser substituído pelas balas e bombons ou pelas garrafas de champanhe ou vodca.

Durante este resgate o noivo e seus amigos devem cumprir algumas tarefas ou pagar algum mico. Se eles não conseguem cumprir alguma determinada tarefa, são obrigados a pagar o dinheiro ou bombons, etc. Estas tarefas podem ser as mais variadas dependendo do gosto das amigas da noiva e da região onde acontece o casamento.
Os exemplos destas tarefas são: estourar balões com os nomes femininos até encontrar um com nome da noiva, ver uma lista de números e saber dizer o que cada um destes números significa na vida da noiva, dizer uma determinada quantidade de palavras carinhosas para cada passo que vai fazer até a porta da casa ou apartamento dela, etc.

Assim, passo-á-passo o noivo se aproxima do quarto onde está sua noiva. Muitas vezes, o último desafio é achar os sapatos da noiva escondidos em caixas fechadas (normalmente são 3 pares: sapato de homem, chinelo e o sapato de casamento). Cada tentativa errada termina com algum mico adicional até achar o sapato certo.
Depois o noivo entrega o buquê e calça a noiva. Como a resposta de aceitação a noiva fixa uma flor natural (ou artificial) na parte superior do terno do noivo. Após desta primeira etapa segue o primeiro brinde ao futuro casamento e os convidados descem aos carros para ir ao palácio de registro de casamentos. Às vezes, o noivo e a noiva seguem em carros separados, ele vai no primeiro carro e ela no segundo, depois os convidados.



É considerado um mau sinal se durante o caminho o carro do noivo passa no sinal e o carro da noiva pára ou se algum carro de terceiros se enfia entre os dois. Portanto, agora os noivos preferem ir junto no mesmo carro. Se as finanças permitem, normalmente alugam um carro tipo limusine.
Quando chegam ao palácio de casamentos, ou o cartório de registros como nós conhecemos,  o casal é instruído sobre a rotina da cerimônia de registro civil do casamento. Ao som da marcha de Mendelssohn as portas da sala se abrem e os noivos entram juntos segurando um na mão de outro e são acompanhados pelos convidados.
Iniciam-se leituras e explicações sobre a importância do casamento e o restante do ato é bem parecido com os casamentos civis brasileiros.


Após isso será disponibilizado um certo período de tempo para que o casal recebe os parabéns. Alguns palácios permitem que os convidados brindem com champanhe e comam bombons, em outros, somente os noivos tem o direito de brindar durante a cerimônia. Ao sair do palácio o noivo pega a esposa no colo e os convidados jogam arroz ou outros grãos, pétalas de flores, e pequenas moedas, que, pela tradição servem como desejos de riqueza e amor para esta nova família.

Após registrar o casamento no civil alguns casais vão para igreja para consagrar seu casamento perante o Deus. Mas a maioria de casais ainda continua fazendo somente o registro no civil, sem fazer casamento religioso e os outros deixam esta cerimônia para depois (alguns demoram anos, outros nunca fazem).
Tendo ou não casamento religioso, após finalizar os rituais do casamento, o casal costuma fazer pequeno passeio pela cidade e tirar as fotos ao ar aberto usando as roupas de casamento. A quantidade de pessoas que acompanham pode variar em cada caso particular. Normalmente os recém-casados acompanhados de padrinhos e fotógrafo visitam os locais considerados os cartões postais da cidade. Os demais convidados se dirigem ao local da festa (algum salão de festas, restaurante ou ao ar aberto).



Terminando o passeio os recém-casados chegam também. Os pais recebem os dois com um pote de sal enfeitado. O marido e mulher devem dividir um pedaço de pão e colocar no pote de sal e depois cada um coloca na boca do outro. O simbolismo deste ato é hospitalidade e boas vindas para o novo membro da família (antigamente a esposa vinha morar na casa da família do seu esposo).

Depois disso tudo mundo entra para a sala de banquete. Normalmente costumam fazer a mesa em formato de “U” para que todos os convidados fiquem todos juntos na mesa com os recém-casados, mas nem sempre isto é possível.

As festas costumam ter uma pessoa chamada de “tamadá” que cuidará da diversão dos convidados e conduzirá o evento. Esta pessoa pode ser um amigo ou algum parente ou até mesmo uma pessoa contratada (é a nossa cerimonialista aqui no Brasil). Esta pessoa vai ler os versos bonitos ou engraçados sobre a importância da vida de casados e vai fazer as brincadeiras com os convidados e os recém-casados.
Durante todo o banquete os convidados começam gritar a palavra “Горько (lê-se Gorko)  o que quer dizer “amargo” e reclamar que o ar da festa é amargo ou comida e bebida possuem gosto amargo. Isto é uma tradição que quer dizer que os recém-casados devem se beijar para adocicar tudo.
Depois de algum tempo os recém-casados são convidados para a primeira dança como marido e mulher. Após desta dança, todos os convidados podem entregar seus presentes e dar parabéns e em seguida são chamados para dançar.

Até o final da festa as danças e as brincadeiras seguem intercaladas. As duas brincadeiras mais comuns são: o roubo do sapato da noiva e roubo da própria noiva. No instante que o marido se distrai um dos convidados rouba a noiva ou sapato dela e esconde. Depois pede ao noivo pagar o resgate em dinheiro ou pagando algum mico.
O mico mais comum para resgatar o sapato é beber vodca do próprio sapato, mas como muitas pessoas acham nem um pouco saudável, então um copo com vodca é colocado dentro do sapato. Quem paga este mico é o padrinho do noivo.
Ao final do primeiro dia os convidados coordenados pela “tamadá” fazem alguma coisa especial na despedida com os recém-casados até o próximo dia (se tiver).
No dia seguinte as pessoas se encontram mais ou menos no horário de almoço, fazem mais algumas brincadeiras e parabenizam os recém-casados pelo primeiro dia de vida como marido e mulher.
TRADIÇÕES
•  Antes de o noivo pegar a noiva, ele passa por um “quiz” de perguntas no lugar onde a noiva está e só pode avançar quando acertá-las. Esse “quiz” geralmente é feito pelas amigas da noiva.
• Depois do “quiz” vão para a cerimônia, que é o primeiro dia de comemoração e, no segundo dia, eles ficam em casa para receber os amigos e familiares. Depois eles têm uma Lua-de-mel.
• É uma tradição o noivo passar por 7 pontes (sete, porque é considerado o número da felicidade) carregando a noiva no colo e também, em uma ponte, gravarem os nomes do casal em um cadeado e prenderem em um dos pilares, para “selarem” o amor.
• Depois da Lua de Mel, a primeira casa que eles visitam é a dos pais do noivo. Lá, terá um pão, o qual eles devem comer sem o uso das mãos. Quem tirar o pedaço maior será o “chefe” da relação. Depois de comerem o pão, eles abrem uma garrafa de champanhe e tomam tudo. Após tomarem, eles devem atirar a garrafa no chão. Caso a garrafa não se quebre, é um mau presságio ao casamento.
• Também é uma tradição o noivo presentear a noiva com uma bota e enchê-la de vinho, o qual ela deve tomar na bota mesmo.
• Há uma brincadeira do tipo “esconde-esconde”. Os amigos do noivo escondem a noiva em qualquer lugar (nem sempre tão próximo) e o noivo deve achá-la.
Gostaram?
Esse casamento tem algumas coisas que se assemelham com o Brasil, né?
E super rico em tradições. Eu adorei !!

Bjinhuss e ... amanhã tem mais !!!



Créditos 




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22 de agosto de 2012

Serie Casamentos - Judaico

Boker Tov (Bom dia em hebraico), tudo bem? 

E para entrar no clima, que tal um casamento tipico de Israel? 



Baseado no ciclo da lua nova do calendário judaico, é costume que os casamentos se realizem apenas na primeira quinzena do mês, pois é quando a lua está na fase crescente, trazendo prenúncios de prosperidade e fertilidade. Esse período simboliza, também, a esperança de que o amor entre marido e mulher aumente ainda mais ao longo de suas vidas. Respeitando essa regra a data poderá ser marcada em qualquer dia, com exceção dos sábados judaicos e as datas das festas religiosas. Exige-se, porém, que noivo e noiva pertençam à religião judaica.

O casamento judaico é repleto de rituais significativos, dando sentido ao propósito e significado mais profundo do casamento. Esses rituais simbolizam a beleza do relacionamento entre marido e mulher, bem como suas obrigações para com outro e com o povo judeu.  Os rituais de celebração de um casamento dependem, obviamente, da religião e da cultura a que pertencem os noivos.


A cerimônia do casamento judaico é celebrada pelo rabino em sinagogas ou em outro local sob a chuppah (lê-se Hupá), uma cobertura decorada de flores e velas, representando o novo lar, que será regido pelas leis judaicas. Lá ficam os pais, irmãos, os rabinos (pode ser mais de um) e os noivos. O altar deve ser aberto dos lados para simbolizar a hospitalidade aos parentes e amigos presentes.
É distribuído os kipás (aqueles chapéus) deve ser feita na entrada da cerimônia e apenas para os homens.
Segundo a tradição, ao cobrir a cabeça, o homem representa respeito perante Deus.  


O noivo vem acompanhado pelo pai, o padrinho e o pai da noiva, enquanto as mães ficam à entrada da sinagoga, esperando a noiva. Antes da chegada da noiva, o noivo e mais duas testemunhas assinam a Ketubá, um contrato de casamento descrito em hebraico e português, que estipula as responsabilidades mútuas entre marido e mulher. Nas sinagogas liberais, a noiva também assina esse contrato. A Ketubá torna-se propriedade pessoal da noiva, sendo-lhe entregue assim que é lida durante a cerimônia.


A noiva entra com o pai, e, se não tiver sido casada antes, usa branco e um véu que é colocado sobre sua cabeça pelo noivo, imediatamente antes da cerimônia. O véu é um simbolismo da confiança no noivo e um ato de discrição para não se expor aos demais homens. Estes, até os não judeus, devem estar usando o hipot, um solidéu entregue na entrada do casamento.


A noiva é conduzida até ao chuppah, pelo pai, onde o noivo e o padrinho a esperam. Após as boas-vindas, o rabino inicia a cerimônia, com o noivo a pronunciar os seus votos perante o silêncio da noiva, já com a aliança colocada no dedo indicador da mão direita.  Uma vez que o casal está sob a chuppah, é costume a noiva caminhar três, quatro ou sete vezes em torno do noivo, dependendo da tradição local. Este ato tem duas explicações: uma, é a demonstração da noiva de que o marido será o centro da sua existência; a outra, mais comumente aceita, é de que o ato simboliza que o noivo agora estará rodeado pela luz e pela virtude trazida pelo casamento.


Os noivos bebem do mesmo copo, num gesto de partilha total. No fim, o noivo esmaga o copo com o pé, símbolo da antiga destruição do Templo de Jerusalém. Neste momento, os presentes gritam Mazel tov, que significa “Boa sorte e parabéns!”.


O rabino termina a cerimônia com a benção final e os convidados permanecem na sinagoga até que a noiva e o noivo tenham saído.
Segue-se a festa, com cânticos e música em honra dos noivos e dos convidados.

 CURIOSIDADES
·         Os casamentos judeus não podem ser realizados em certos dias religiosos, tais como o sabat, período que vai desde o pôr-do-sol de sexta-feira até ao de sábado.
·         Nesta cerimônia, os noivos ficam em jejum e a noiva está impedida de usar jóias. Os convidados têm de levar a cabeça coberta, mesmo sem pertencer à religião.
·         O Ketubá, contrato de casamento descrito em hebraico e português, estipula as responsabilidades mútuas entre marido e mulher. Nas sinagogas liberais, a noiva também assina esse contrato.
·         Como no casamento civil no Brasil, os noivos podem escolher o local onde querem celebrar a cerimônia desde que tenha um “palco” especial (chuppah), decorado com muitas flores. Os noivos não poderão ver-se nem se comunicar nas 24 horas antes da cerimônia.
·         A noiva tem que ter toda a face tapada com um véu o qual o noivo terá que, muito delicadamente, levantar para garantir que é a sua noiva. Existem testemunhas e só será válido o casamento se estiverem presentes pelo menos 10 presenças masculinas.
·         Diz a tradição que a aliança deve ser feita de ouro puro, sem desenhos ou ornamentos.

E para não perder o costume, conheça um pouco mais do casamento judaico através desses dois vídeos. 
O primeiro foi realizado em Campinas - SP: 



O segundo foi lá em Israel: 



Gostaram? 
Eu sinceramente amo essa cultura, se não tivesse nascido aqui, acho que seria de lá ... hehe
Estão gostando desses post's? 
Comentem aqui em baixo, tá !!
Bjinhuss e ... amanhã tem mais !!







Fontes: